• Cristiane Sales

Dia Mundial contra a Pólio: OMS faz alerta sobre a importância da erradicação


Países das Américas devem tomar medidas para manter a pólio fora da Região


Todos os anos, o mundo celebra o Dia Mundial Contra a Pólio. Comemorada em 24 de outubro, a data foi criada pela Rotary Internacional para homenagear o nascimento de Jonak Salk, que liderou a primeira equipe a desenvolver uma vacina contra a poliomielite. Além de promover a conscientização sobre a importância da vacinação na erradicação do vírus.


De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), os países das Américas devem tomar medidas imediatas para aumentar a cobertura da vacinação contra a pólio para 95%. As entidades alertam que a cobertura vacinal está abaixo dos níveis recomendados em vários países das Américas.


A OPAS/OMS relatam que esses países estão há 27 anos livres de casos de poliovírus selvagem, tendo o último caso detectado em 23 de agosto de 1991, no Peru. Esta conquista só foi conseguida devido ao alto índice de vacinação das crianças e por meio de uma vigilância epidemiológica continuada para garantir a detecção precoce de surtos.


Segundo Jarbas Barbosa, subdiretor da OPAS, o risco de transmissão existe mesmo quando houver um único caso de poliomielite em qualquer parte do mundo. “Ao alcançar e manter uma alta cobertura vacinal e ao fortalecer a vigilância epidemiológica, podemos transformar em realidade o sonho de um futuro livre da pólio no mundo”, acrescentou.


Os casos de pólio no mundo diminuíram em mais de 99% desde 1988 (saindo de uma estimativa de mais de 350.000 casos para apenas 20 casos notificados em outubro deste ano), no entanto, se uma única criança estiver infectada, crianças em todos os países estarão em risco.


Poliomielite


A poliomielite é uma doença altamente contagiosa causada por um vírus que invade o sistema nervoso, resultando em paralisia em questão de horas. Afeta principalmente crianças menores de 5 anos e é transmitida de pessoa para pessoa. Embora não haja cura, o vírus é evitável pela vacina. A vacina contra a poliomielite, administrada várias vezes, pode proteger a criança por toda a vida.


Em 1975, quase 6.000 casos de pólio foram notificados na Região das Américas e, em 1991, foram detectados os últimos seis casos. Três anos depois, em 1994, a doença foi formalmente declarada eliminada da Região. Desde então, nenhuma criança no continente ficou paralisada por conta do poliovírus selvagem.


Contudo, o poliovírus pode ser facilmente importado para um país livre da doença e pode se espalhar rapidamente entre as populações não imunizadas, por isso, atingir a meta de vacinação em todos os países é primordial. Atualmente, quatro das seis regiões da OMS foram certificadas como livres da pólio e apenas um dos três tipos de poliovírus selvagem (tipo 1) continua circulando no mundo.

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