• Cristiane Sales

Fake news afetam as campanhas de vacinação


Ministério da Saúde intensifica ações para combater as fake news e incentivar a imunização


Em decorrência da reintrodução de doenças já eliminadas ou erradicadas no país, como a poliomielite, sarampo e rubéola, o Ministério da Saúde tem reforçado as campanhas para alertar a população sobre a importância da vacinação. Nesta quarta-feira (17/10), é comemorado o Dia Nacional da Vacinação. A data foi criada para conscientizar sobre o assunto e advertir sobre os riscos de não estar com o calendário vacinal em dia.


A disseminação de notícias falsas (fake news), de que as vacinas não funcionam ou que trazem graves efeitos colaterais, é uma das causas que impede a meta ideal (95%) de cobertura vacinal de ser atingida, como explica Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde.


“Isso causa um desconhecimento da própria gravidade das doenças, fazendo com que muitas pessoas não tenham noção do risco representado por elas e passem a se preocupar mais com possíveis eventos adversos do que com a prevenção de doenças consideradas graves”, afirmou.


As vacinas são seguras e atuam estimulando o sistema imunológico a gerar anticorpos para combaterem doenças infecciosas, garantindo a proteção do organismo contra vírus e bactérias. Trata-se da melhor estratégia de saúde pública quando se fala em prevenção, além de ser o melhor investimento em saúde, considerando o custo-benefício.


De acordo com dados preliminares, de janeiro a agosto de 2018, a cobertura vacinal de crianças menores de dois anos está em torno de 50% e 70%. O Ministério da Saúde preconiza a cobertura acima de 90% ou 95%, a depender da vacina. “Mesmo não sendo definitivos, já que estados e municípios podem registrar os dados no sistema até final de março do ano que vem, os índices de vacinação são considerados muito baixos”, avalia Carla Domingues.


Programa Nacional de Imunizações


Em 1973, o Ministério da Saúde criou o Programa Nacional de Imunizações (PNI) com o intuito organizar a política nacional de vacinação, oferecendo vacina gratuita para a população brasileira. Esta política contribui para o controle e a eliminação de doenças imunopreveníveis. O PNI disponibiliza todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e é coordenado pelo Ministério da Saúde em parceria com as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde.


Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais


Atualmente, o Ministério da Saúde adota três calendários obrigatórios de vacinação: criança, adolescente e adulto/idoso. Além disso, pessoas com quadros clínicos especiais têm acesso a um calendário diferenciado de imunobiológicos, por meio dos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE). Em Recife, o centro está localizado no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC).


De acordo com Ângela Rocha, coordenadora do CRIE, através da vacinação é possível evitar diversas doenças e até mesmo erradicá-las. “Através da imunização a criança vai prevenir doenças graves, então seguir o calendário básico de vacinação é de suma importância. A gente só conseguiu erradicar doenças como poliomielite graças à imunização da população. É por isso que os governos estaduais e Federal estão sempre em campanha, sempre alertando a população”, ressalta.


Ela destaca ainda que todos os públicos devem se vacinar e não só as crianças. Além disso, ela lembra que os médicos devem estar sempre alertando seus pacientes para essa questão. “E não é só o calendário básico da criança, mas também a vacinação para idosos, gestantes, adolescentes e adultos em geral. Os médicos devem alertar seus pacientes para estarem sempre com as vacinas em dia, porque a vacinação é a melhor maneira de evitar doenças graves”, recomenda Ângela Rocha.


Todas as vacinas disponibilizadas no País são consideradas seguras e eficazes. O investimento no PNI traz benefícios não só para a saúde da população, mas também uma economia de recursos financeiros, devido aos inúmeros tratamentos que deixam de ser realizados.


Confira o calendário de 2018


Criança e adolescente


Recém-nascido - BCG (dose única) e Hepatite B (1ª dose);

2 meses - Vacina Pentavalente (DTP, HIB e HB, 1ª dose), Poliomielite (VIP, 1ª dose), Rotavírus humano (VORH, 1ª dose), Pneumocócica 10 (1ª dose);

3 meses - Meningocócica C (1ª dose);

4 meses - Pentavalente, VIP (2ª dose), Rotavírus humano (2ª dose), Pneumocócica 10 (2ª dose);

5 meses - Meningocócica C (2ª dose);

6 meses - VIP (3ª dose) e Pentavalente (3ª dose);

12 meses - Meningocócica C (reforço), Tríplice Viral (SCR, 1ª dose) e Pneumocócica 10 (reforço);

15 meses - Tríplice bacteriana (DTP, 1º reforço), Poliomielite (1º reforço), Hepatite A e Tetra Viral (Tríplice Viral e Varicela);

4 anos - Poliomielite, Varicela e DTP (todas de 2º reforço);

9 a 14 anos - HPV (sexo feminino, duas doses);

11 a 14 anos - HPV (masculino, duas doses);

11 a 14 anos - Meningocócica C (dose única/reforço).


Gestantes


Hepatite B (3 doses com intervalos), Influenza (Gripe, durante campanha nacional, dT (Duplo Bacteriana, 2 doses) e dTpa (Difeteria, Tétano e Coqueluche).


Adultos (depende da situação vacinal)


DT (3 doses, reforço a cada 10 anos), Hepatite B (3 doses), Tríplice Viral (2 doses, até 29 anos; 1 dose, de 30 a 49 anos.


Idoso (acima de 60, depende da situação vacinal)


DT (3 doses), Hepatite B (3 doses) e Influenza (durante campanha).

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