• Cristiane Sales

Relatório da OMS/UNICEF aponta que 3 em cada 5 bebês não são amamentados na primeira hora de vida


A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) recomenda que a amamentação inicie na primeira hora de vida do bebê, continue de maneira exclusiva até os seis meses e, de maneira completar, até os dois anos. No entanto, segundo um relatório lançado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 78 milhões de recém-nascidos (3 em cada 5) não são amamentados em sua primeira hora de vida. Fato que aumenta o risco de morte e doença, tornando-os menos predispostos a continuar amamentando.


De acordo com o documento, os bebês que mamam na primeira hora de vida são significativamente mais propensos a sobreviver. Mesmo um atraso de algumas horas após o nascimento pode representar consequências com risco de vida. O contato “pele a pele” e a amamentação estimulam a produção do leite materno, inclusive o “colostro”, também chamado de "primeira vacina" do bebê, que é extremamente rico em nutrientes e anticorpos.


“Quando se trata do início da amamentação, o timing é tudo. Em muitos países, pode até ser uma questão de vida ou morte”, diz Henrietta H. Fore, diretora executiva do UNICEF. “No entanto, todos os anos, milhões de recém-nascidos perdem os benefícios da amamentação precoce e as razões – com demasiada frequência – são coisas que podemos mudar. As mães simplesmente não recebem apoio suficiente para amamentar dentro daqueles minutos cruciais após o nascimento, mesmo do pessoal médico das unidades de saúde.”


Estudos anteriores, citados no relatório, mostram que os recém-nascidos que começaram a amamentar entre duas e 23 horas após o nascimento tiveram um risco 33% maior de morrer do que aqueles que começaram a amamentar dentro de uma hora após o nascimento. Entre os recém-nascidos que começaram a amamentar depois de um dia ou mais, o risco mais do que dobrou.


A iniciativa Global Breastfeeding Collective, da OMS e do UNICEF, também lançou o Global Breastfeeding Scorecard 2018, que acompanha o progresso das políticas e programas de amamentação. A publicação incentiva os países a promoverem políticas e programas que ajudem todas as mães a iniciar a amamentação na primeira hora da vida de seus filhos e a continuar pelo tempo que quiserem.


O relatório “Capture the Moment”, que analisa dados de 76 países, descobre que, apesar da importância do início precoce da amamentação, muitos recém-nascidos ficam esperando por muito tempo e por diferentes razões, incluindo:

Alimentos e bebidas para recém-nascidos, incluindo fórmula: Práticas comuns, como descartar o colostro, dar mel ao bebê e profissionais de saúde que dão ao recém-nascido um líquido específico, como água com açúcar ou fórmula infantil, atrasam o primeiro contato essencial do bebê com sua mãe.


O aumento das cesarianas eletivas: no Egito, as taxas de cesáreas mais que dobraram entre 2005 e 2014, aumentando de 20% para 52%. Durante o mesmo período, as taxas de início precoce da amamentação diminuíram de 40% para 27%. Um estudo realizado em 51 países observa que as taxas de início precoce do aleitamento são significativamente menores entre os recém-nascidos nascidos por cesariana. No Egito, apenas 19% dos bebês nascidos por cesariana foram amamentados na primeira hora após o nascimento, em comparação com 39% dos bebês nascidos por parto natural.


Lacunas na qualidade dos cuidados prestados às mães e aos recém-nascidos: de acordo com o relatório, a presença de uma parteira qualificada não parece afetar as taxas de amamentação precoce. Em 58 países, entre 2005 e 2017, os partos nas instituições de saúde cresceram 18% pontos percentuais, enquanto as taxas de início precoce aumentaram 6 pontos percentuais. Em muitos casos, os bebês são separados de suas mães imediatamente após o nascimento e a orientação dos profissionais de saúde é limitada. Na Sérvia, as taxas aumentaram 43 pontos percentuais de 2010 a 2014, devido aos esforços para melhorar os cuidados recebidos pelas mães no nascimento do bebê.


Fonte: OMS

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