• Cristiane Sales

Alimentação e hábitos saudáveis são aliados no combate ao colesterol alto


Colesterol alto é uma das principais causas de doenças cardiovasculares como infarto, acidente vascular cerebral e trombose


Com o intuito de orientar a população para os riscos que o colesterol alto pode trazer para a saúde, o Ministério da Saúde comemora no dia 8 de agosto, o Dia Nacional de Combate ao Colesterol. Nesta data são realizadas diversas ações em todo país como forma de conscientização e prevenção de doenças cardiovasculares. O colesterol alto é uma das principais causas de diversas doenças, sendo um importante fator de risco de morte.


O colesterol é uma substância gordurosa já produzida pelo nosso organismo, sendo que uma parcela é obtida através da alimentação. Ele ajuda o corpo a desempenhar diversas funções essenciais, como a produção de determinados hormônios, entre eles testosterona, estrógeno e cortisol. No entanto, é necessário que o seu consumo seja realizado de forma equilibrada para manter as taxas regulares.


“O colesterol, apesar da má fama, é necessário para o funcionamento de vários sistemas do corpo. Ele é utilizado pelo organismo na produção de hormônios, como os hormônios esteroides, na produção da bile que auxilia na digestão, na síntese de algumas vitaminas e também como componentes importantes na composição das células do corpo”, explica a cardiologista do RealCor, Danielle Batista.


Existem dois tipos, o LDL, também conhecido como "mau" colesterol, é responsável pelo transporte de colesterol para as células onde será utilizado. Quando há um excesso de LDL na circulação, há também um aumento do risco de aterosclerose (entupimento das artérias pela gordura). Já o HDL tem a função de retirar o excesso de colesterol da circulação, levando de volta para o fígado. Por isso, ele é considerado benéfico para a saúde.


De acordo com a cardiologista, os riscos relacionados à elevação dos níveis de colesterol podem ser associados com doenças cardiovasculares como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e trombose em membros inferiores. “O aumento do colesterol aumenta o risco de aterosclerose, que é a deposição de placas gordurosas nas paredes dos vasos sanguíneos, dificultando a circulação do sangue naquele local, impedindo a chegada de oxigênio e outros nutrientes”, afirma Danielle Batista.


Alimentação, hábitos saudáveis e fatores genéticos são os principais fatores de risco. Apesar do fator hereditário ter sua relevância, mudanças no estilo de vida têm demonstrado grande eficiência no tratamento das doenças cardiovasculares e de enfermidades associadas ao excesso de gordura. Andressa Lopes, nutricionista do Real Instituto de Cirurgia Oncológica, esclarece quais as recomendações para evitar a dislipidemia (DLP) e o aumento do colesterol total e frações.


“Do ponto de vista nutricional, seguimos recomendações da diretriz brasileira de dislipidemias e prevenção de aterosclerose -2017: é fundamental manter uma alimentação equilibrada, fracionada, variada e anti-inflamatória, consumir maior quantidade de fibras, vitaminas, minerais e fitoquímicos presentes nas frutas, verduras e legumes variados diariamente, em média 3-5 porções de frutas diferentes ao dia. Vegetais no almoço e jantar, preferir grãos integrais, consumir 1 porção de leguminosa (feijões) ao dia, consumir sementes e oleaginosas diariamente (semente de chia, castanha do Pará, amêndoas, macadâmia, caju, Baru), aveia, germe de trigo e farinhas/cereais integrais, aumentar consumo de alimentos fonte de ômega 3 (sardinha, anchova, semente de linhaça hidratada, chia), preferir azeite de oliva extra virgem ou óleo de girassol ambos com moderação para o preparo dos alimentos”, orienta.


A nutricionista ressalta ainda que é preciso evitar açúcar branco, doces em geral, pães brancos, tortas e alimentos ultraprocessados (salgadinhos, sucos de caixas e artificiais, biscoitos, bolachas, chocolate ao leite, frituras que são fonte de gordura trans). “A alimentação saudável deverá ser associada com o peso adequado, lembrando que o Índice de Massa Corpórea (IMC) para adulto ideal é entre 18,5-24,9kg/m2”, aconselha Andressa.


Vale destacar que, além da alimentação, é essencial praticar exercícios físicos regularmente, evitar o uso do cigarro e o consumo de bebida alcoólica em excesso. “O aumento de LDL aumenta o risco para as doenças cardiovasculares, por isso é fundamental manter todas as orientações dietéticas, peso saudável, atividade física com orientação do profissional da área e acompanhamento médico regular”, conclui a nutricionista.

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